31 de dezembro de 2010

BOM ANO



A Embaixada de Portugal em Tóquio deseja a todos os visitantes do blog votos de um excelente ano de 2011. Até para o ano!

30 de dezembro de 2010

Visitar Virtualmente os Museus e Monumentos Portugueses

Através destas ligações DIRECTAS é possível visitar virtualmente alguns dos principais museus portugueses:
Mosteiro dos Jerónimos - Lisboa
http://3d.culturaonline.pt/Content/Common/VirtualTour/Index.htm?id=75047666-4597-4a28-ae77-9b7567c4732b

Convento de Cristo - Tomar
http://3d.culturaonline.pt/Content/Common/VirtualTour/Index.htm?id=82e66d80-439e-4f29-bc9b-576e98efee57

Mosteiro da Batalha
http://3d.culturaonline.pt/Content/Common/VirtualTour/Index.htm?id=42bb5d98-e786-4f02-bb5f-2aa349af28dd

Mosteiro de Alcobaçahttp://3d.culturaonline.pt/Content/Common/VirtualTour/Index.htm?id=c26617b5-acd3-422e-998f-5bd163a99efc

link's indirectos - Depois de entrar na página click em visita virtual

Fortaleza de Sagres
http://www.culturaonline.pt/MuseusMonumentos/Monumentos/Pages/Fortaleza_Sagres.aspx

Mosteiro Santa Clara Velha - Coimbra
http://www.culturaonline.pt/MuseusMonumentos/Monumentos/Pages/Mosteiro_Santa_Clara_Velha.aspx

Mosteiro de São Martinho Tibães - Braga
http://www.culturaonline.pt/MuseusMonumentos/Monumentos/Pages/Mosteiro_Sao_Martinho_Tibaes.aspx

Museu Grão Vasco - Viseu
http://www.culturaonline.pt/MuseusMonumentos/Museus/Pages/M_Grao_Vasco.aspx

Museu Nacional do Azulejo - Lisboa
http://www.culturaonline.pt/MuseusMonumentos/Museus/Pages/M_Nacional_Azulejo.aspx

Museu Nacional de Arte Antiga - Lisboa
http://www.culturaonline.pt/MuseusMonumentos/Museus/Pages/M_nacional_arte_antiga.aspx

Palácio Nacional da Ajuda - Lisboa
http://www.culturaonline.pt/MuseusMonumentos/Palacios/Pages/PN_Ajuda.aspx

Museu Soares Dos Reis - Portohttp://www.culturaonline.pt/MuseusMonumentos/Museus/Pages/M_Soares_Reis.aspx

Palácio Nacional de Mafrahttp://www.culturaonline.pt/MuseusMonumentos/Palacios/Pages/PN_Mafra.aspx

Palácio Nacional de Queluzhttp://www.culturaonline.pt/MuseusMonumentos/Palacios/Pages/PN_Queluz.aspx

Palácio Nacional de Sintrahttp://www.culturaonline.pt/MuseusMonumentos/Palacios/Pages/PN_Sintra.aspx

Torre de Belém - Lisboahttp://www.culturaonline.pt/MuseusMonumentos/Monumentos/Pages/Torre_Belem.aspx

29 de dezembro de 2010

Uma biblioteca em Português nas prisões de Osaka e Fuchu (Tóquio)



Correspondendo a um pedido da Amnistia Internacional, a Embaixada de Portugal em Tóquio colaborou com aquela organização no sentido de ser constituída uma biblioteca com livros em português nas duas prisões do Japão onde existe maior número de presos estrangeiros: na prisão de Osaka e na prisão de Fuchu (Tóquio). Aquelas prisões dispõem já de boas bibliotecas mas com um número limitado de livros em línguas estrangeiras, nomeadamente em português. Passam assim a dispôr de uma colecção de livros editados na nossa língua e que podem ser lidos e consultados pelos presos lusófonos ou que entendem a língua portuguesa.

28 de dezembro de 2010

Portugal, o primeiro país da Europa a receber carros eléctricos

No passado dia 22 de dezembro, o Primeiro-Ministro, Eng. José Sócrates, presidiu à entrega dos 10 primeiros veículos eléctricos da Nissan na Europa, afirmando que há três razões principais para apostar neste tipo de automóvel: «Não faz barulho, não tem emissões de CO2 e liberta os países da dependência do petróleo, através da promoção das energias renováveis». Na apresentação que decorreu em Lisboa, José Sócrates acrescentou que «são estas as três razões que desde o início me levaram a querer pôr o meu País na linha da frente pelo futuro, pela aceitação do carro eléctrico como um carro que virá modificar as nossas cidades e os transportes em toda a Europa». Este tipo de veículos «incentiva as energias renováveis, dá um impulso aos países que querem reduzir as importações de petróleo, melhora a actividade económica e vem dar um novo fôlego às políticas ambientais».
O PM afirmou que só através de um «quadro de incentivos os Estados conseguem promover o carro eléctrico», de forma a que não seja usado apenas pelos grupos sociais com maiores preocupações ambientais: «O carro eléctrico tem que ser competitivo e por isso precisamos de incentivos financeiros», pelo que o Governo incluiu no Orçamento do Estado para 2011 vários incentivos à compra de carros exclusivamente eléctricos, entre os quais um desconto no preço final e isenções de impostos.
A Nissan entregou os primeiros dez carros eléctricos na Europa, nove a empresas que integram o consórcio Mobi-e (a rede de mobilidade eléctrica portuguesa), e um ao Governo. O vice-presidente da Nissan Motor, Carlos Tavares, referiu que «os automóveis eléctricos são vitais para o futuro da indústria automóvel». «Para as sociedades preocupadas com a sustentabilidade do planeta, os automóveis eléctricos são uma das respostas no controlo das alterações climatéricas, sem esquecer a qualidade do ar e o conforto da vida urbana».
Portugal foi escolhido pela Nissan para a entrega dos seus primeiros 10 veículos eléctricos, em reconhecimento pelo trabalho desenvolvido na área da mobilidade eléctrica e do pioneirismo do Programa Mobi.E, destacando-se como o primeiro país do mundo a implementar uma rede de carregamento para veículos eléctricos com uma escala nacional.
A rede Mobi.E tem já mais de 150 postos instalados e terá, até ao final do primeiro semestre de 2011, mais de 1300 pontos de carregamento normal e 50 pontos de carregamento rápido, distribuídos por 25 municípios de todo o País, sendo a primeira rede inteligente para a mobilidade eléctrica considerada de referência a nível mundial.

27 de dezembro de 2010

Mensagem de Natal do Primeiro-Ministro de Portugal, José Sócrates

Esta é uma época especial do ano para todos, crentes e não crentes. Uma época de reunião familiar, de celebração da paz e do espírito de reconciliação e solidariedade. Por isso, nesta quadra, cumpro com gosto a tradição de dirigir a todas as famílias e a todos os portugueses uma breve mensagem de Natal.
O ano que está prestes a terminar foi, sem dúvida, um dos mais difíceis e exigentes da nossa história recente. A verdade é que estamos ainda a sentir os efeitos da maior crise económica mundial dos últimos 80 anos.
Apesar dos animadores sinais de recuperação económica que se registaram ao longo deste ano - na Europa e também aqui em Portugal, em particular com o bom crescimento das nossas exportações - a crise deixou as suas marcas, que ainda aí estão.
Um dos efeitos da crise global, que acabou por condicionar todo este ano de 2010, foi a séria crise de confiança que se abateu nos mercados financeiros sobre as dívidas soberanas dos países do Euro. Esta situação, sem precedentes na União Europeia, levou à subida injustificada dos juros, e afectou todas as economias europeias. Basta, aliás, ver o que passa lá fora para se compreender a dimensão europeia desta crise que a todos afecta embora a alguns países de forma mais intensa.
A verdade é que todos os governos europeus tiveram este ano de fazer ajustamentos nas suas estratégias e tiveram de adoptar medidas difíceis e exigentes, de modo a antecipar a redução dos seus défices como forma de contribuir para a recuperação da confiança nos mercados financeiros.
O Governo português tomou as medidas necessárias para enfrentar esta situação. Com confiança, com sentido de responsabilidade e com determinação. Definiu metas ambiciosas para 2010 e 2011 que vamos cumprir. O que está em causa é da maior importância. O que está em causa é o financiamento da nossa economia, a protecção do emprego, a credibilidade do Estado português, e o próprio modelo social em queremos viver.
Tenho plena consciência do esforço que está a ser pedido a todos os portugueses. Mas quero que saibam que este é o único caminho que protege o País e que defende o interesse nacional. Caminho que temos de percorrer com determinação, para que possamos, finalmente, virar a página desta crise e garantir um futuro melhor para a nossa economia e para todos os portugueses.
Os portugueses sabem que não sou de desistir, nem sou de me deixar vencer pelas dificuldades. Pelo contrário. É nestes momentos que mais sinto a energia interior e o sentido do dever para apelar à mobilização dos portugueses. E sinto, aliás que nesta atitude sou acompanhado pela maioria dos portugueses que souberam sempre, nestas alturas, dar o melhor de si próprios para superar as dificuldades do momento. 
De facto, esta não é uma tarefa apenas para quem governa. Tem de ser também uma tarefa do País. É por isso que o Governo tem atribuído tanta importância ao esforço de concertação e de diálogo social. Foi nesse espírito que lançámos recentemente as 50 medidas da nossa agenda para a Competitividade e o Emprego; que acordámos com as Misericórdias, Mutualidades e Instituições Particulares de Solidariedade Social o reforço da cooperação para o apoio social no próximo ano; e que, nos últimos dias, negociámos com os parceiros sociais os termos do aumento do salário mínimo nacional para os 500 Euros já no próximo ano.
Tudo faremos para consolidar este ambiente de concertação e de diálogo social. Porque ele é muito importante para, em conjunto, irmos mais longe. E para darmos razões acrescidas de confiança na economia portuguesa.
Nestes anos o País mudou, mudou muito e em muitas áreas. Na energia com a aposta nas renováveis, nas tecnologias de informação, na investigação científica e noutros domínios essenciais para a modernização do País. Mas há uma área em especial de que quero falar-vos hoje, que é a educação, porque ela é bem o exemplo de que as reformas, feitas com sentido e determinação, produzem bons resultados.
Um estudo internacional recente – que é aliás a referência para todos os países do mundo – revelou que nos últimos anos os nossos alunos fizeram progressos assinaláveis em todas as áreas. Este progresso colocou, finalmente, Portugal na média da OCDE, que inclui os trinta países mais desenvolvidos do mundo. E Portugal foi mesmo um dos países que mais progrediu nos domínios da leitura, da matemática e da ciência.
Mas este progresso não foi um resultado isolado ou ocasional. A verdade é que há outros domínios igualmente importantes em que Portugal já alcançou o nível dos países mais desenvolvidos. 81% dos nossos jovens entre os 15 e os 18 anos frequentam a escola; 35% dos jovens com 22 anos estão hoje no ensino superior. Estes são resultados que nos colocam, finalmente, no patamar educacional dos países mais desenvolvidos.
E sublinho este progresso na educação porque ele é essencial para o futuro. Essencial para o êxito pessoal dos nossos filhos, para a igualdade de oportunidades no nosso país; e para o sucesso da nossa economia.
Preparar o futuro, fazer o caminho das reformas, não desistir à primeira dificuldade, andar em frente – é esse o caminho para alcançar resultados.
É, pois, uma palavra de confiança que quero dirigir, neste Natal, a todos os portugueses. Temos de superar as dificuldades do momento, garantindo o financiamento do Estado e da economia. Mas temos também de pôr em prática uma agenda de crescimento da economia e do emprego, fazendo-o com diálogo e concertação social. E temos de prosseguir nas reformas estruturais nos sectores, como a energia, a educação, a ciência, a tecnologia, que sustentam o desenvolvimento e a coesão social. É verdadeiramente isto que o País exige, e é nisto que os portugueses estão empenhados: em construir um País melhor.
Em nome do Governo e em meu nome pessoal, gostaria de desejar a todos os portugueses um Feliz Natal. Impõe-se uma palavra especial a todos os nossos concidadãos que passam esta quadra longe das suas famílias. Aos militares das Forças Armadas e aos elementos das Forças de Segurança, que se encontram no estrangeiro, às comunidades portuguesas espalhadas pelo mundo. A todos quero expressar reconhecimento e orgulho pelo trabalho que desenvolvem honrando e dignificando o nome de Portugal.
Feliz Natal!

26 de dezembro de 2010

Exposição no Museu do Oriente, em Lisboa: ENCOMENDAS NAMBAN. OS PORTUGUESES NO JAPÃO DA IDADE MODERNA


ENCOMENDAS NAMBAN
ENCOMENDAS NAMBAN. OS PORTUGUESES NO JAPÃO DA IDADE MODERNA

É um título ambicioso o que foi escolhido para esta exposição. Duplamente ambicioso: porque a cultura material a que se reporta agrupa uma variedade apreciável de tipologias, formas e suportes, e porque aponta para um universo sobre o qual muito pouco se sabe: o da encomenda da arte namban no contexto da presença portuguesa no Japão desde a 2ª metade do século XVI até cerca de 1640.

As balizas cronológicas apontadas correspondem à da permanência dos Portugueses em território japonês: deca.1543, data do desembarque em Tanegashima, até 1639, ano do derradeiro édito de expulsão. Porém, e à semelhança da própria geografia que o fenómeno namban abarca, também elas estão longe de dever ser entendidas como barreiras estanques ou fronteiras temporais limitadas.

O projecto expositivo que se apresenta visa, pois, introduzir uma nova abordagem ou contextualização da arte nambannuma exposição que é constituída por quatro núcleos diferenciados compostos por um total de aproximadamente 60 peças provenientes de colecções públicas e privadas. A articulação dos quatro núcleos pretende enquadrar o fenómeno namban do ponto de vista da encomenda, dos circuitos existentes, dos mercados a que se destinava e dos agentes que lhe estiveram associados.

O 1º núcleo, intitulado A Arte da Guerra, é constituído exclusivamente por objectos relacionados com a arte da guerra, remetendo para o enquadramento político do Japão durante toda a segunda metade do século XVI e primeiros anos do século XVII, coincidente portanto com a chegada dos namban-jin. São peças que testemunham o contacto estabelecido entre a elite militar japonesa e os Portugueses, tanto mercadores como missionários, introduzindo desta forma a presença europeia no país nas suas duas principais vertentes: comércio e religião.

Com o 2º núcleo, Arte Kirishitan, procura-se chamar a atenção para a vertente cristã (kirishitan) da artenamban, através de um corpus de peças cuja encomenda está indissociavelmente ligada à presença das ordens religiosas no Japão, tendo cabido à Companhia de Jesus um papel preponderante.

O 3º núcleo, De Lisboa ao Japão, é central no discurso expositivo e visa estabelecer um contraponto entre as tipologias introduzidas pelos namban-jin no Japão, de origem europeia, e a decoração em laca japonesa, de acordo com o novo gosto introduzido pelos Portugueses.

Olhares sobre os Namban-jin é o título do 4º núcleo da exposição e aponta, desde logo, para o facto de serem raras, no âmbito da arte portuguesa, as representações dos Portugueses e da população luso-asiática em contexto ultramarino.

Piso 1, Ala Nascente, 17 Dezembro de 2010 a 31 Maio de 2011