10 de janeiro de 2011

Coma Tempura em Tóquio e Vá a Portugal !



Organizada pela Associação de Restaurantes de Tempura de Tóquio TOTENKAI), decorre até 10 de Março 2011 uma promoção que levará 6 pessoas (3 casais) a Portugal. 

Se frequentar um restaurante associado à Totenkai, receberá um carimbo num cartão que, uma vez preenchido com 5 estampas, garantirá a participação num sorteio de uma viagem de 6 dias a Portugal. Os restantes prémios serão cervejas, utensílios de cozinha e camarões tempura !

Os restaurantes podem ser identificados através das bandeiras relacionadas com o concurso que têm à porta. 

Mais detalhes (em japonês) em: http://www.tenpura.gr.jp/campaign.html

9 de janeiro de 2011

Morreu o pintor moçambicano Malangatana em 5 Janeiro 2011




O pintor moçambicano Malangatana morreu aos 74 anos às 03:30 no Hospital Pedro Hispano, em Matosinhos, vítima de doença prolongada, segundo a direção do hospital.  O pintor, de 74 anos, encontrava-se internado há vários dias naquele estabelecimento. 

Malangatana_Beira_29-02-2008_5A
Malangatana vendeu os primeiros quadros há 50 anos e com o dinheiro arranjou uma casa e foi buscar a família para Maputo. Meio século depois, morreu um homem do mundo, um amigo de Portugal e um dos moçambicanos mais famosos.
Malangatana Valente Ngwenya nasceu a 06 de junho de 1936 em Matalana, uma povoação do distrito de Marracuene, às portas da então Lourenço Marques, hoje Maputo. Foi pastor, aprendiz de curandeiro (tinha uma tia curandeira) e mainato (empregado doméstico).
A mãe bordava cabaças e afiava os dentes das jovens locais (uma moda da altura), o pai era mineiro na África do Sul. Com a mãe doente e um pai ausente, Malangatana foi viver com o tio paterno e estudou até à terceira classe. Só. Aos 11 anos começou a trabalhar porque já era “adulto” e podia fazer tudo, de cuidador de meninos a apanha-bolas no clube de ténis.
Nos últimos 50 anos foi também muito mais do que pintor. Fez cerâmica, tapeçaria, gravura e escultura. Fez experiências com areia, conchas, pedras e raízes. Foi poeta, ator, dançarino, músico, dinamizador cultural, organizador de festivais, filantropo e até deputado, da FRELIMO, partido no poder em Moçambique desde a independência.
Ainda que o seu lado político seja o menos conhecido, Malangatana chegou a estar preso, pela PIDE, acusado de pertencer ao então movimento de libertação FRELIMO, sendo libertado ao fim de 18 meses, por não se provar qualquer vínculo à resistência colonial.
Na verdade Malangatana viveu parte da sua adolescência junto dos colonos portugueses, os mesmos que o iniciaram na pintura, primeiro o artista plástico e biólogo Augusto Cabral (morreu em 2006) e depois o arquiteto Pancho Guedes.
Augusto Cabral era sócio do Clube de Ténis, onde trabalhava um tio do pintor. “Um apanha-bolas nas partidas de ténis era um tal Malangatana Ngwenya (crocodilo), que, no fim de uma tarde de desporto, se acercou de mim para me pedir se, por acaso, eu não teria em casa um par de sapatilhas velhas que lhe desse”, contou Augusto Cabral em 1999.
O pintor iria “nascer” nessa noite, quando Malangatana foi a casa de Augusto Cabral e o viu a pintar um painel. “Ensine-me a pintar”, pediu. E Augusto Cabral deu-lhe tintas, pincéis e placas de contraplacado. “Agora pinta”, disse ao jovem, ao que este perguntou: “pinto o quê?”. “O que está dentro da tua cabeça”, respondeu Augusto Cabral.
O jovem viria a ter também o apoio de outro português, o arquiteto Pancho Guedes, que lhe disponibilizou um espaço na garagem de sua casa de Maputo e lhe comprava dois quadros por mês, a preços inflacionados. Em poucos meses Malangatana quis fazer uma exposição e foi, para espanto confesso de Augusto Cabral, um enorme sucesso.
Nas pinturas, nessa altura e sempre, Matalana, onde nasceu e cresceu e onde frequentou a escola da missão suíça de até à segunda classe. Menino pastor, agricultor, caçador de ratos com azagaia, viria a estudar só mais um ano. Fica-lhe Matalana no pincel, a opressão colonial, a guerra civil. A paz reflecte-se numa pintura mais otimista e nos últimos anos foi um carácter mais sensual que a caracterizou.
E sempre o quotidiano. “Há sempre um manancial de temas a abordar. São os acontecimentos do mundo, às vezes tristes, outras alegres, e eu não fico indiferente. Seja em Moçambique, ou noutra parte do mundo, a dor humana é a mesma", disse numa entrevista à Lusa, ainda recentemente.
Já homem, com a pintura como profissão, confessou ao jornalista Machado da Graça que sentia grande aproximação com os artistas portugueses desde os anos 70, quando foi pela primeira a Portugal, como bolseiro da Gulbenkian.
Entre 1990 a 1994 foi deputado da FRELIMO e ao longo de décadas ligado a causas sociais e culturais. Foi um dos criadores do Museu Nacional de Arte de Moçambique, dinamizador do Núcleo de Arte, colaborador da UNICEF e arquiteto de um sonho antigo, que levou para a frente, a criação de um Centro Cultural na “sua” Matalana.
E exposições, muitas, em Moçambique e em Portugal mas também mundo fora, na Alemanha, Áustria e Bulgária, Chile, Brasil, Angola e Cuba, Estados Unidos, Índia… Tem murais em Maputo e na Beira, na África do Sul e na Suazilândia, mas também em países como a Suécia ou a Colômbia.
Contando com as obras em museus e galerias públicas e em coleções privadas, Malangatana vai continuar presente praticamente em todo o mundo, parte do qual conheceu como membro de júri de bienais, inaugurando exposições, fazendo palestras, até recebendo o doutoramento honoris causa, como aconteceu recentemente em Évora, Portugal.
Foi nomeado Artista pela Paz (UNESCO), recebeu o prémio Príncipe Claus, e de Portugal levou também a medalha da Ordem do Infante D.Henrique. Em Portugal morreria também o pastor, mainato e pintor. Malangatana. Valente.

Retrato do mestre:

Perfil
Malangatana Valente Ngwenya nasceu a 6 de Junho de 1936, em Matalana, a 40 km de Maputo, Moçambique. Estudou na escola da missão suíça de Matalana e na missão católica de Ntsindya. Frequentou o Núcleo de Arte e a escola industrial em Maputo e foi bolseiro da Gulbenkian ainda antes da independência de Moçambique. Foi apanhador de bolas, pastor de gado, empregado de bar. Aprendeu tudo o que pôde e lutou pela independência do seu país. Foi preso e torturado, mas o mundo acolheu-o como um dos seus melhores artistas.Viajou por todo o mundo, foi condecorado e recebeu o título de doutor honoris causa. Foi declarado Artista pela Plaz, pela UNESCO. A Fundação a que deu o seu nome, em Matalana, e para a qual tinha o sonho que esta se transforme num pólo internacional de estudos de arte.

7 de janeiro de 2011

Eleições para a Presidência da República



A partir de hoje, está afixado nos locais de estilo da Embaixada de Portugal em Tóquio, o seguinte edital, cujo conteúdo se transcreve:

EDITAL

Candidaturas definitivamente admitidas

JOÃO PEDRO ZANATTI, Embaixador de Portugal em Tóquio, faz público, nos termos dos artigos 23/ 1 do Decreto – Lei nº 319-A/ 76, de 3 de Maio, e 95º da Lei 28/ 82, de 15 de Novembro, que foram definitivamente admitidas à eleição para a Presidência da República, as seguintes candidaturas:

- Aníbal António Cavaco Silva;
- Defensor de Oliveira Moura;
- Francisco José de Almeida Lopes;
- José Manuel da Mata Vieira Coelho;
- Manuel Alegre de Melo Duarte;
- Fernando José de la Vieter Ribeiro Nobre.

Tóquio, 7 de Janeiro de 2011
O Embaixador

João Pedro Zanatti

6 de janeiro de 2011

A New Look at Portugal's Past (Wall Street Journal, 31 DEZ.10)


Portugal may now seem like a small country on the outer edges of the European Union, but in the early decades of European expansion, in the middle of the last millennium, it was the world's first truly global empire.
[rvnambam]
Jorge Welsh, Oriental Porcelain & Works of Art, London
Powder flask from the Momoyama period (circa 1573 to 1603) in Japan.
That empire reached a bloody end in the southern African wars of the 1970s, when Portugal's last colonies gained independence, and its remote origin and horrible conclusion have rendered it something of an ignored chapter, even in Portugal itself. However, a new museum in Lisbon, the Museu do Oriente, or Orient Museum, allows visitors to re-examine a key aspect of the empire—Portugal's centuries-long ties to Asia—with contemporary curatorial acumen.

By the 1540s, after establishing outposts in India and China, the Portuguese became the first Europeans to make contact with Japan, bringing with them Western guns, Counter-Reformation Christianity and Chinese silks. In return, they took away, among other things, a range of special Japanese handicrafts, known as "Namban," whose very subject matter was often the Portuguese presence in Japan. This winter, the Museu do Oriente looks back on the period in a special exhibition called "Namban Commissions: The Portuguese in Modern Age Japan."
"Namban" is translated as "southern barbarians," referring not to Portugal's place in southern Europe, but to the Portuguese point of entry in southern Japan. In 1639, the last Portuguese were finally expelled, but for a century their introduction of European and Asian goods had a profound effect on certain aspects of Japanese life. Presenting some 55 rare objects, assembled largely from Portuguese collections, the exhibition is a blend of what could be called the anthropological and the dramaturgical. We see how everything from gun barrels to sake bottles become de facto canvasses for depicting mutual curiosity and suspicion.
The signature work of the show is a breathtaking 4-meter long painted screen, showing a meeting between a Portuguese cortège—made up of soldiers, priests and slaves—and a Japanese delegation, led by black-clothed resident Jesuits. We associate the opening of Japan to the west with Commodore Perry's now mythical arrival in Tokyo Bay some two centuries later, but here is its foreshadowing, with Portuguese galleons instead of American frigates in the background.
Many Namban works were made for export to the European market, but one domestic piece, an early 17th-century Japanese military mask probably intended for ceremonial use, shows how the Namban style impacted Japanese taste. Instead of using the head of a mythical bird, which was the common motif, craftsmen gave the mask the strong facial features then associated with the Portuguese—enormous nose, arched eyebrows and a leering smile. This may be the face of a devil, but it is also the direct ancestor of the Walkman, the Toyota and your corner sushi bar.
—J. S. Marcus
Until May 31

4 de janeiro de 2011

ELEIÇÃO DO PRESIDENTE DA REPÚBLICA



As eleições para a Presidência da República têm lugar em Portugal no dia 23 de Janeiro de 2011. Os portugueses residentes no estrangeiro e recenseados junto da Secção Consular/ Consulado, podem exercer o seu direito de voto durante dois dias, a 22 e 23 de Janeiro de 2011. A Assembleia de Voto da Embaixada de Portugal em Tóquio está aberta durante estes dois dias, das 08h00 às 19h00 (horas locais), sem interrupções, nas instalações da Secção Consular:

Embaixada de Portugal em Tóquio - Secção Consular
Kamiura Kojimachi Bldg. 4F
3-10-3 Kojimachi, Chiyoda-ku
Tóquio, 102- 0083

Votam nesta Assembleia de voto todos os eleitores inscritos na Comissão Recenseadora.
Esta informação está afixada na Secção Consular da Embaixada de Portugal em Tóquio.

3 de janeiro de 2011

Portal Rede LusoMedia

Portal Rede LusoMedia



Foi criado pelo Governo Português o portal LUSOMEDIA, uma plataforma electrónica que pretende abranger, numa primeira fase, os órgãos da comunicação social das comunidades portuguesas no exterior. Numa fase posterior, o portal deverá englobar ainda aos órgãos de comunicação social dos países membros da CPLP.

A plataforma LUSOMEDIA tem como objectivos a valorização da língua portuguesa, a informação sobre as comunidades portuguesas e os países lusófonos e a interacção entre os órgãos de comunicação social das comunidades portuguesas. O portal está disponível no sítio http://redelusomedia.dgaccp.pt