20 de janeiro de 2011


ELEIÇÕES PARA O PRESIDENTE DA REPÚBLICA

Realiza-se no próximo fim-de-semana a eleição para o Presidente da República. Conforme foi já aqui anunciado, a Assembleia de Voto da Embaixada de Portugal em Tóquio está aberta nos dias 22 e 23 de Janeiro (Sábado e Domingo), das 8h às 19h (horas locais), sem interrupções.

A Assembleia funciona nas instalações da Secção Consular, na seguinte morada:

Kamiura Kojimachi Bldg. 4F
3-10-3 Kojimachi, Chiyoda-ku
Tóquio, 102-0083

Votam nesta Assembleia de voto todos os eleitores inscritos na Comissão Recenseadora de Tóquio. Os eleitores devem vir munidos de um documento de identificação com fotografia (BI, passaporte, cartão de cidadão).

Votar é um direito e um dever de exerício de cidadania. Participe!

19 de janeiro de 2011

Prémio Joana Abranches Pinto 2010 Atribuído a JUN SHIRASU

O Prémio Joana Abranches Pinto, atribuido pela Embaixada de Portugal em Tóquio, destina-se a premiar indivíduos de nacionalidade japonesa ou portuguesa cujos trabalhos se tenham destacado na promoção das relações Luso-Nipónicas, no domínio cultural. O Prémio tem origem na dádiva da Sra. D. Joana Abranches Pinto, antiga Vice-Cônsul da Embaixada de Portugal em Tóquio.

O premiado da edição 2010, dedicada às Artes Plásticas, é o artista Jun Shirasu.

<Sobre o artista>

1990 Licenciatura  pela Universidade de Belas Artes de Musashino, no Curso de Gravura.
1993 Curso de Gravura na Slade School of Fine Arts em Londres.

~Trabalhos~

1993 Colaboração com Bartolomeu Cid dos Santos, na execução do painel comemorativo do 450º aniversário das relações Luso-Nipónicas, estação de metropolitano de Nihonbashi, Tóquio.
1997 Colaboração com Bartololmeu Cid dos Santos na execução do painel no Museu de Macau
1998 Colaboração com Bartolomeu Cid dos Santos na execução do painel “Peregrinação – No Japão” , estação do Pragal, Portugal
2007 Execução do painel de azulejo “Três Jardins”, estação de Palmela, Portugal.
2010 Participação na exposição comemorativa dos 150º aniversário da assinatura do Tratado de Paz, Amizade e Comércio entre Portugal e o Japão, “Portugal, Arte e Posia”, organizada pela Embaixada de Portugal em Tóquio.
2011 Exposição individual na ART BASE 1 em Macau.

 Joana Abranches Pinto Award

Joana Abranches Pinto is an award given by the Embassy of Portugal in Tokyo to individuals of either Japanese or Portuguese nationalities, whose works have contributed to the promotion of the relationship between Portugal and JapanThe Award was established in 2008 by a donation from Ms. Joana Abranches Pinto, former Vice-Consul of the Embassy of Portugal in Tokyo.

The 2010 award is being given to Mr. Jun Shirasu, for his work with Portuguese style tiles.

~The Artist~
                                       
1990 B.A. from Musashino Art University, Tokyo
1993 Higher Diploma from the Slade School of Fine Art, U.C.L., London

~Public Art~

1993 Collaboration with Bartolomeu Cid dos Santos, Stone Etcching Panel of Nihombashi Station (450th  anniversary of the friendship between Portugal and Japan)
1997 Collaboration with Bartololmeu Cid dos Santos Stone Etching Panel, Macau Museum, Macau
1998 Collaboration with Bartolomeu Cid dos Santos, Tile Panel “Peregrinação – No Japão” , Pragal station, Portugal
2007 Tile Panel “Três Jardins”, Palmela Station, Portugal.
2010 Participation in the exposition “Portugal, Art and Poesy” organized by the Emassy of Portugal for the 150th anniversary of the Treaty of Peace, Friendship and Commerce between Portugal and Japan.
2011 Individual exposition in ART BASE 1, Macau.

ジョアナ・アブランシェス・ピント賞

ジョアナ・アブランシェス・ピント賞とは、ポルトガル大使館の元副領事ジョアナ・アブランシェス・ピント氏の寄付金を基金とし、ポルトガルと日本の文化面における相互理解の発展を目的として創設されました。

同賞は、各回に特定の分野を限定し募集を行いますが、第一回にあたる今年度は、美術の分野において特にすぐれた作品を制作し日ポ両国の文化を融合しているとみなされた芸術家に授与されます。

厳正なる審査の結果、第一回ジョアナ・アブランシェス・ピント賞はアズレージョタイル作家の白須純氏に授与されることと決定いたしました。

<白須純氏 略歴と作品>
 
                                
1965年東京生まれ。武蔵野美術大学油絵科版画コース卒業。1993年国立ロンドン大学スレード美術学校版画科修了。パブリックアートとして、営団地下鉄日本橋駅・日本ポルトガル修好450周年記念壁画(共同制作)、マカオ博物館エントランスホール壁画(共同制作)、アマドーラ市プラガール駅大夫壁画(共同制作)、パルメラ駅タイル壁画。2010年にポルトガル大使館主催による日本ポルトガル修好通商条約記念美術展『ポルトガルのこころ~ポエジーとアート~』に出品。









17 de janeiro de 2011

Exposição Fotográfica intitulada "PORTUGAL", de 19 a 30 de Janeiro 2011


A Galeria de Arte "RING CUBE", em Ginza, apresentará entre 19 e 30 deste mês uma exposição de Mina Daimon e Masaaki Damon, intitulada "PORTUGAL".

URL: Two Eyes Photography Http://Www.2Eyesphoto.com/

Sponsors:Ricoh Co., Ltd.
Dates:January 19, 2011 (Wed) - January 30, 2011 (Sun)
11:00 to 20:00 until 17:00 last day ※
Closed Tuesday
Venue:Ginza 5-7-2, Chuo-ku, Tokyo
San-ai Dream Center (9th floor reception)
RING CUBE Gallery Zone
Map
Contact:RING CUBE 03-3289-1521

14 de janeiro de 2011

Prémio Fernão Mendes Pinto, Edição 2010

Até 30 de maio estão abertas as inscrições para o Prémio Fernão Mendes Pinto, edição 2010, instituído pelo Conselho de Administração da Associação das Universidades de Língua Portuguesa (AULP), em cooperação com a Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) e com o Instituto Camões.

Podem concorrer ao prémio, no valor de 10 mil euros, autores de teses ou dissertações defendidas em 2010 cujo tema contribua para a aproximação das comunidades de língua portuguesa. Além do valor monetário, a obra vencedora será publicada pelo Instituto Camões.

Cada proposta deverá ser fundamentada, fazendo-se acompanhar pelo respectivo curriculum vitae e de duas cópias da tese ou dissertação, uma em papel e outra em suporte digital, além de declaração da universidade ou do instituto de investigação científica a que o autor pertence, acompanhada do parecer do orientador do trabalho.

O vencedor do Prémio Fernão Mendes Pinto, edição 2010, será anunciado no XXI Encontro da AULP, que acontecerá no Instituto Politécnico de Bragança, em Portugal, de 6 a 9 de Junho.

Mais informações podem ser obtidas no site da Associação (http://www.aulp.org/imprensa.php?id=344) ou pelo email aulp@aulp.org .

10 de janeiro de 2011

Coma Tempura em Tóquio e Vá a Portugal !



Organizada pela Associação de Restaurantes de Tempura de Tóquio TOTENKAI), decorre até 10 de Março 2011 uma promoção que levará 6 pessoas (3 casais) a Portugal. 

Se frequentar um restaurante associado à Totenkai, receberá um carimbo num cartão que, uma vez preenchido com 5 estampas, garantirá a participação num sorteio de uma viagem de 6 dias a Portugal. Os restantes prémios serão cervejas, utensílios de cozinha e camarões tempura !

Os restaurantes podem ser identificados através das bandeiras relacionadas com o concurso que têm à porta. 

Mais detalhes (em japonês) em: http://www.tenpura.gr.jp/campaign.html

9 de janeiro de 2011

Morreu o pintor moçambicano Malangatana em 5 Janeiro 2011




O pintor moçambicano Malangatana morreu aos 74 anos às 03:30 no Hospital Pedro Hispano, em Matosinhos, vítima de doença prolongada, segundo a direção do hospital.  O pintor, de 74 anos, encontrava-se internado há vários dias naquele estabelecimento. 

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Malangatana vendeu os primeiros quadros há 50 anos e com o dinheiro arranjou uma casa e foi buscar a família para Maputo. Meio século depois, morreu um homem do mundo, um amigo de Portugal e um dos moçambicanos mais famosos.
Malangatana Valente Ngwenya nasceu a 06 de junho de 1936 em Matalana, uma povoação do distrito de Marracuene, às portas da então Lourenço Marques, hoje Maputo. Foi pastor, aprendiz de curandeiro (tinha uma tia curandeira) e mainato (empregado doméstico).
A mãe bordava cabaças e afiava os dentes das jovens locais (uma moda da altura), o pai era mineiro na África do Sul. Com a mãe doente e um pai ausente, Malangatana foi viver com o tio paterno e estudou até à terceira classe. Só. Aos 11 anos começou a trabalhar porque já era “adulto” e podia fazer tudo, de cuidador de meninos a apanha-bolas no clube de ténis.
Nos últimos 50 anos foi também muito mais do que pintor. Fez cerâmica, tapeçaria, gravura e escultura. Fez experiências com areia, conchas, pedras e raízes. Foi poeta, ator, dançarino, músico, dinamizador cultural, organizador de festivais, filantropo e até deputado, da FRELIMO, partido no poder em Moçambique desde a independência.
Ainda que o seu lado político seja o menos conhecido, Malangatana chegou a estar preso, pela PIDE, acusado de pertencer ao então movimento de libertação FRELIMO, sendo libertado ao fim de 18 meses, por não se provar qualquer vínculo à resistência colonial.
Na verdade Malangatana viveu parte da sua adolescência junto dos colonos portugueses, os mesmos que o iniciaram na pintura, primeiro o artista plástico e biólogo Augusto Cabral (morreu em 2006) e depois o arquiteto Pancho Guedes.
Augusto Cabral era sócio do Clube de Ténis, onde trabalhava um tio do pintor. “Um apanha-bolas nas partidas de ténis era um tal Malangatana Ngwenya (crocodilo), que, no fim de uma tarde de desporto, se acercou de mim para me pedir se, por acaso, eu não teria em casa um par de sapatilhas velhas que lhe desse”, contou Augusto Cabral em 1999.
O pintor iria “nascer” nessa noite, quando Malangatana foi a casa de Augusto Cabral e o viu a pintar um painel. “Ensine-me a pintar”, pediu. E Augusto Cabral deu-lhe tintas, pincéis e placas de contraplacado. “Agora pinta”, disse ao jovem, ao que este perguntou: “pinto o quê?”. “O que está dentro da tua cabeça”, respondeu Augusto Cabral.
O jovem viria a ter também o apoio de outro português, o arquiteto Pancho Guedes, que lhe disponibilizou um espaço na garagem de sua casa de Maputo e lhe comprava dois quadros por mês, a preços inflacionados. Em poucos meses Malangatana quis fazer uma exposição e foi, para espanto confesso de Augusto Cabral, um enorme sucesso.
Nas pinturas, nessa altura e sempre, Matalana, onde nasceu e cresceu e onde frequentou a escola da missão suíça de até à segunda classe. Menino pastor, agricultor, caçador de ratos com azagaia, viria a estudar só mais um ano. Fica-lhe Matalana no pincel, a opressão colonial, a guerra civil. A paz reflecte-se numa pintura mais otimista e nos últimos anos foi um carácter mais sensual que a caracterizou.
E sempre o quotidiano. “Há sempre um manancial de temas a abordar. São os acontecimentos do mundo, às vezes tristes, outras alegres, e eu não fico indiferente. Seja em Moçambique, ou noutra parte do mundo, a dor humana é a mesma", disse numa entrevista à Lusa, ainda recentemente.
Já homem, com a pintura como profissão, confessou ao jornalista Machado da Graça que sentia grande aproximação com os artistas portugueses desde os anos 70, quando foi pela primeira a Portugal, como bolseiro da Gulbenkian.
Entre 1990 a 1994 foi deputado da FRELIMO e ao longo de décadas ligado a causas sociais e culturais. Foi um dos criadores do Museu Nacional de Arte de Moçambique, dinamizador do Núcleo de Arte, colaborador da UNICEF e arquiteto de um sonho antigo, que levou para a frente, a criação de um Centro Cultural na “sua” Matalana.
E exposições, muitas, em Moçambique e em Portugal mas também mundo fora, na Alemanha, Áustria e Bulgária, Chile, Brasil, Angola e Cuba, Estados Unidos, Índia… Tem murais em Maputo e na Beira, na África do Sul e na Suazilândia, mas também em países como a Suécia ou a Colômbia.
Contando com as obras em museus e galerias públicas e em coleções privadas, Malangatana vai continuar presente praticamente em todo o mundo, parte do qual conheceu como membro de júri de bienais, inaugurando exposições, fazendo palestras, até recebendo o doutoramento honoris causa, como aconteceu recentemente em Évora, Portugal.
Foi nomeado Artista pela Paz (UNESCO), recebeu o prémio Príncipe Claus, e de Portugal levou também a medalha da Ordem do Infante D.Henrique. Em Portugal morreria também o pastor, mainato e pintor. Malangatana. Valente.

Retrato do mestre:

Perfil
Malangatana Valente Ngwenya nasceu a 6 de Junho de 1936, em Matalana, a 40 km de Maputo, Moçambique. Estudou na escola da missão suíça de Matalana e na missão católica de Ntsindya. Frequentou o Núcleo de Arte e a escola industrial em Maputo e foi bolseiro da Gulbenkian ainda antes da independência de Moçambique. Foi apanhador de bolas, pastor de gado, empregado de bar. Aprendeu tudo o que pôde e lutou pela independência do seu país. Foi preso e torturado, mas o mundo acolheu-o como um dos seus melhores artistas.Viajou por todo o mundo, foi condecorado e recebeu o título de doutor honoris causa. Foi declarado Artista pela Plaz, pela UNESCO. A Fundação a que deu o seu nome, em Matalana, e para a qual tinha o sonho que esta se transforme num pólo internacional de estudos de arte.