15 de abril de 2010

ICA - Concurso para Reserva de Recrutamento de Docentes de Português no Estrangeiro

Encontra-se aberto o procedimento concursal para constituição de reserva de recrutamento de pessoal docente do ensino português no estrangeiro, para os cargos de professor, compreendendo os níveis da educação pré-escolar, do ensino básico (1.º, 2.º e 3.º ciclos) e do ensino secundário, e de leitor de língua e cultura portuguesas, ao nível do ensino superior.

Todas as informações poedem ser encontradas na página oficial do Instituto Camões:
Abertura do procedimento concursal para reserva de recrutamento de docentes do ensino
português no estrangeiro

13 de abril de 2010

Blogue sobre as Relações Portugal-Japão no Expresso

O site do jornal EXPRESSO inicia hoje a publicação de um blogue dedicado à história das relações entre Portugal/Japão, tanto históricas, como culturais, sociais e, até, alimentares. Fica aqui uma transcrição do primeiro post, que poderão seguir em http://aeiou.expresso.pt/oventonasvelas :

"Hoje lançamos O Vento nas Velas e iniciamos a viagem ao País do Sol Nascente, à descoberta de Samurais, Missionários e Aventureiros.

O Vento nas Velas - Porquê  este Blogue?
Kobe City Museum

Muitos desconhecem a relação de paz e trocas que os Portugueses tiveram com os Japoneses no sec. XVI e as consequências sociais, artísticas, científicas, urbanísticas e politicas da presença dos Portugueses no Japão. Aliás, a evolução política do país do Sol Nascente nos séculos XVI e XVII, passando de um império fragmentado e assolado pela guerra civil, para um estado centralizado e pacificado só se explica tendo em conta precisamente os contactos luso-nipónicos, nomeadamente a introdução da espingarda.

No momento da celebração dos 150 anos do Tratado de Paz de Portugal e Japão "desenterram-se " os documentos e abre-se a memória de há 400 anos. Foi em 1543 que alguns portugueses desembarcaram na ilha de Tanegashima. Foi um encontro pacífico, baseado em interesses comerciais, curiosidade e respeito mútuo que durou algumas décadas, até que pressões políticas e religiosas corroeram as relações que foram interrompidas em 1640 em circunstâncias dramáticas. Apesar dos vestígios visíveis serem muito escassos, o património imaterial documental é muito rico e revela traços da primeira globalização, então em curso. Trocas de plantas, palavras, vestuário, música e receitas foram imensas.

O CHAM tem vindo a descobrir e a publicar muita investigação. Hoje, para a partilhar, abre-se este blogue, com a certeza de que vão ficar surpreendidos com tantas novidades. Por vezes a informação é comovente, aqui e ali faz sorrir, mas sobretudo é impressionante a partilha da ciência, da tecnologia, da arte, do humor, e a valentia dos portugueses em arriscar ir tão longe numa nova relação no extremo Nascente do mundo conhecido. Esperemos que gostem."

6 de abril de 2010

17 Abril - 23 Maio, Exposição "Beleza Universal"



“BELEZA UNIVERSAL”

Trabalhos em azulejo do artista japonês Jun Shirasu, de 17 de Abril a 23 de Maio, na Galeria Eitoeiko (Shinjuku): http://eitoeiko.com

Filmes de Manoel de Oliveira no Iwanami Hall (Tóquio)



17 a 30 de Abril - “Non, ou A Vã Glória de Mandar”, sessões às 11h30, 14h30 e 18h30.

A partir de 1 de Maio - “Cristóvão Colombo – O enigma”, um dos mais recentes filmes do realizador, sessões às 11h30, 14h30 e 18h30.

Iwanami Hall (Tóquio): http://www.iwanami-hall.com/

Até dia 12 de Abril, Exposição de Azulejos na Estação de Quioto



“PORTUGAL E JAPÃO: ENCONTRO DAS DUAS CIVILIZAÇÕES ATRAVÉS DA NAVEGAÇÃO PORTUGUESA”

* Evento organizado pela Estação de Quioto no âmbito das Comemorações dos 150 anos da Assinatura do Tratado de Paz, Amizade e Comércio entre Portugal e o Japão, com exposição de trabalhos em azulejo produzidos em Portugal pela artista japonesa Haru Ishii.

2 a 12 de Abril, Gallery Hana (Quioto)

http://www.porta.co.jp/?cat=157



5 de abril de 2010

"Changing Machiya" - Inauguração Amanhã da Exposição de Pedro Besugo, em Quioto


'Changing Machiya

"É um domicílio do assimétrico, na medida em que se consagra à adoração do imperfeito, deixando propositadamente algo inacabado para que seja completado pelo jogo da imaginação.” (Kakuzo Okakura).

Na era dos Descobrimentos, hoje vista como a da primeira Globalização, Portugal não se limitou a gozar no repouso da “pequena casa lusitana”. Escolhido para mais altos destinos, a sua projecção no Mundo teve um alcance tão notável que a consagração desse seu papel de difusor cultural encontra ainda hoje eco na alma portuguesa. No Oriente, criou novas pátrias nascidas do seu sangue, espalhou o seu idioma, difundiu os seus costumes, e imprimiu o seu carácter em longínquos lugares e estranhos povos. E recolheu tanto deles como o que levou.

Quando os Portugueses chegaram ao Japão em 1543, este era conhecido na Europa desde o tempo de Marco Pólo, mas foram efectivamente eles os primeiros europeus a visitá-lo e conhecê-lo. O contacto entre Portugal e o Japão deixou-nos marcas duradouras e essas marcas acabaram por se reflectir também em mim. Sempre me chamou a atenção a transformação geográfica dos locais, e neste preciso lugar ninguém fica indiferente às características da cidade de Quioto, a cidade das “Machiyas”. O segredo do espírito que preside à sua construção encontra-se num conceito estético e filosófico complexo e, ao mesmo tempo, tão harmonioso e tão simples. As melancólicas casas de madeira sobreviveram à guerra e às mudanças de necessidades do homem, como se fossem mutantes, sem outro suporte que não a simples madeira, e é com as suas paredes nuas que compõem um espaço.

O ”mapa” da cidade está a mudar e lugar habitado também. Quioto, outrora Capital Imperial Japonesa, ou a Lisboa antiga dos navegantes, encontram-se e fundem-se aqui numa só, podendo-se avistar como prolongamento do mesmo lugar. O circuito reinventado por cima das tradicionais imagens são pinturas de casas de madeira, resistentes à moderna arquitectura, e sobrepostas ao “esfumato” das gravuras. Os percursos são coloridos na cartografia das gravuras anteriores ao grande terramoto de 1755 na cidade de Lisboa, e são misturados com pequenos circuitos rectilíneos do mapa actual de Quioto. E sobrepostos são também fragmentos de mapas centenários.

Se o simbolismo é familiar, a distância é protectora e, além disso, garante uma via aberta para a recepção da influência entre as duas culturas. Mais uma vez os suportes da pintura são caixas de madeira, a matéria por excelência. Também usadas como alusão directa à estrutura e ao corpo de construção das “Machiyas”, pela sua tridimensionalidade, estão destinadas a conter um desejo e , simultaneamente, a exporem numa verdade calorosa como é só possível experimentar na própria natureza, também ela impermanente, das condições geográficas e físicas.

Pedro Besugo'

6-18 Abril 2010 @ The Museum of Kyoto, Sanjo-Takakura,Nakagyo-ku,
Kyoto, 604-8183, Japan