24 de abril de 2013

Os Portugueses Vistos Pelos Estudantes de um Liceu de Osaka


Simpática imagem que recebemos da "Seibo Gakuin Junior High School", de Minoo-City, Osaka, resultado de um concurso de desenho interno entre os alunos sobre personagens típicos de vários países do mundo.

Esta é a sua visão dos Portugueses !

Em baixo, a carta que recebemos da escola, com a explicação do desenho:


19 de abril de 2013

Revista VISÃO escolhe Escritor Português Residente em Tóquio como uma das "Caras do Futuro"


António Lobo Antunes - Escritor

"Escolhi o nome de Ricardo Adolfo como poderia ter escolhido outros - esta geração, que é mal entendida pela crítica de jornal, é bastante melhor do que a minha. Li os seus livros principais. Mizé - Antes Galdéria do que Normal e Remediada parece-me ter grandes qualidades. Ricardo Adolfo tem uma voz original e pessoal, uma capacidade de diálogo fora do vulgar, uma capacidade de criar ambientes, de recriar o subúrbio de Lisboa, uma maneira de falar completamente nova, na Literatura Portuguesa. Depois, publicou Maria dos Canos Serrados, que marca um grande avanço em relação ao romance anterior e que, se fosse trabalhado, poderia ser um grande livro."

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Ricardo Adolfo, 38 anos, copywriter e escritor, não necessariamente por esta ordem. Vive há um ano em Tóquio, onde trabalha como freelancer na área da publicidade. 

Ricardo Adolfo adora diálogos e, nos seus livros, isso nota-se. Em Tóquio, onde vive há cerca de um ano, acha que as frases soltas que ouve nos transportes públicos versam quase sempre a gastronomia. Os japoneses, garantem-lhe, falam muito sobre comida. Ele, lost in translation, pouco percebe, mas acredita que seja verdade. Também gosta de sentir, admite, um certo desconforto, de se perder não só na língua como nos caminhos urbanos por onde se mete sem, depois, ser capaz de regressar. É emigrante - ele é que usa a palavra - há 14 anos e, para já, não pensa voltar. 

Nasceu em Luanda em 1974. A família seguiu logo, de "abalada", como conta, para Portugal. Ricardo Adolfo cresceu na Linha de Sintra, a ouvir as conversas nos cafés em que se jogava snooker, em Mem Martins, onde ainda hoje tem os seus amigos. Nos anos 80, viveu em Macau, durante uns tempos. Pensou tirar antropologia, acabou por ir para publicidade, no IADE. Em Lisboa, trabalhou em algumas agências e, aos 25 anos, mudou-se para Amesterdão com a "ilusão" de que lá poderia tirar outra satisfação do que fazia. Percebeu, depois, que não podia pedir tanto à escrita para publicidade. Teve dificuldades com o inglês, até perceber que a sua "maior desvantagem" poderia ser também a sua "maior vantagem". Deu a volta às palavras, perverteu o idioma e, para encurtar razões, tornou-se "exótico". 
Foi para Londres, regressou à Holanda e começou a escrever as suas próprias histórias, além das campanhas, das marcas e dos logótipos. A publicidade deu-lhe disciplina de escrita, o gosto pelo trabalho em equipa, alguns encontros felizes (filmou com Wong Kar-Wai). E "financiou-lhe" a literatura: "O grande problema é que preciso de comprar o tempo para escrever. E esse tempo é muito caro." Tem cinco livros publicados, todos na Objetiva: Os Chouriços São Todos para Assar (contos), Os Monstrinhos da Roupa Suja (para crianças), Depois de Morrer Aconteceram-me Muitas Coisas, Mizé - Antes Galdéria do que Normal e Remediada e Maria dos Canos Serrados (romances). Interessa-se pelo que não interessa, pela "vidinha", pela "vida de bairro", pela "vida diária e corriqueira", tentando "tirar daí algo mais precioso". Assume-se "duplamente suburbano": "Portugal é um país suburbano, não faz parte do centro e, por isso, ao escrever sobre Portugal, já estou a escrever sobre um subúrbio." As suas personagens têm "um estilo de vida banal" (não quer saber das que "vivem em revistas como a Wallpaper ou a Monocle"). E falam mal, expressam-se mal, pronunciam mal as palavras, dão erros de sintaxe. "É nos seus erros que tento encontrar alguma beleza."

11 de abril de 2013

Mini-Documentário "Tóquio Porto 9 Horas"

Do outro lado do mundo, um novo dia nasce em Tóquio. No Porto só nascerá 9 horas depois. As diferenças e as semelhanças entre dois locais que não distam apenas em distância...
Curta-metragem de Documentário realizada por João Nuno Brochado

Across the world a new day arises in Tokyo. In Porto, only 9 hours after. The differences and common points between to places not far only geographically.
Short movie comparing the 2 cities of Tokyo (JP) and Porto (PT), by João Nuno Brochado

8 de abril de 2013

"CHOOSE PORTUGAL" !

O filme “Choose Portugal” foi concebido pela AICEP em colaboração com a RTP, com uma duração de 6 minutos, e mostra um Portugal acolhedor, moderno, inovador, sofisticado, competitivo e com talento.

1 de abril de 2013

Exposição Fotográfica de Filipe Casaca no Instituto Cervantes (10 Abril-7 Maio)



Visões Ibéricas de um Japão Diferente

A Exposição conjunta do fotógrafo português, Filipe Casaca e da espanhola de orgiem japonesa, Paula Fujiwara, é a primeira organização conjunta entre o Camões IP e o Instituto Cervantes em Tóquio e será realizada entre 10 de Abril e 7 de Maio, na sala de exposições do Instituto Cervantes de Tóquio. 


3 min. da estação Kojimachi, saída 5 ou 6, da Yurakucho Line
6 min. da estação Ichigaya, da JR Line, Yurakucho Line ou Namboku Line
7 min. da estação Yotsuya, saída Kojimachi, da JR Line, Marunouchi Line ou Nanbouk Line

Sobre Filipe Casaca: http://filipecasaca.com/

フェリペ・カザカ写真展「イベリア半島から見る日本」

東京のセルバンテス文化センターにて、ポルトガルのフェリペ・カザカと日本人の血を引くスペインのパウラ・フジワラ、2人の合同写真展が4月10日から5月7日まで開催されます。
セルバンテス文化センター

フェリペ・カザカのHP http://filipecasaca.com/